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A gradual imersão à era digital da Syngenta


As transformações do mundo corporativo estão aceleradas. Que o diga o setor de agroquímicos e biotecnologia, marcado por várias fusões e aquisições nos últimos anos. A suíça Syngenta, por exemplo, foi comprada pela estatal chinesa ChemChina, entre abril de 2016 e junho de 2017. Para um setor que gosta de olhar dez anos à sua frente, o cenário era mais do que possível. É mais possível ainda que a própria empresa mude com uma gradual imersão à era digital.

 

A Syngenta está aberta a uma nova mentalidade de negócios, de olho numa nova geração de empreendedores da agricultura digital. É que o mostra a mais recente pesquisa sobre liderança, gestão de pessoas e inovação “Gestão de cadeias colaborativas para a inovação no agro”. O estudo foi feito pela FLOW em parceria com a revista Dinheiro Rural e serviu como base para o 4º Encontro de Líderes do Agronegócio, realizado no final de outubro. O engenheiro agrônomo Valdemar Fischer, diretor geral da Syngenta no Brasil abriu as discussões desse evento.

 

Essa transformação começou em 2009, quando foi criada a Syngenta Ventures, um fundo de capital de risco para investir em startups. Esse foi o início da imersão à era digital da Syngenta, que faturou US$ 12,6 bilhões no ano passado. “Precisávamos olhar com mais atenção quais os tipos de inovação tecnológica estavam acontecendo fora da empresa e quem estava liderando isso”, afirma Fischer. “Chegamos à conclusão de que não poderíamos dentro do modelo tradicional desenvolver inovação para um mundo que estava mudando muito rapidamente.”

 

O modelo tradicional da empresa era baseado em pesquisas fechadas, longas análises de moléculas para ter, no final, apenas poucas partículas no seu portfólio de defensivos agrícolas. A imersão à era digitalna agricultura trouxe novas ideias, como aplicação econômica de produtos nas plantações. Este ano, a Syngenta comprou a startup brasileira Strider, que tem um sistema que faz isso.

 

Ainda no caminho dessa imersão à era digital, a empresa comprou também as americanas Farmshots e AgriEdge Excelsior. “A agricultura digital vai ter um impacto tremendo no setor agrícola. Resolvemos participar mais ativamente.” O novo petróleo é a informação. Quem estiver disposto a entrar no radar dessas empresas vai ter de prospectá-lo.

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